Weby shortcut
topo_pge

Construção de fórmulas

Atualizado em 19/11/14 09:30.

A fórmula descreve como deve ser calculado o indicador, possibilitando clareza com as dimensões a serem avaliadas. A fórmula permite que o indicador seja: inteligível; interpretado uniformemente; compatibilizado com o processo de coleta de dados; específico quanto à interpretação dos resultados e apto em fornecer subsídios para o processo de tomada de decisão.

 

Nesse sentido, recomenda‐se evitar fórmulas de alta complexidade

ou que não respondam as questões necessárias. A fórmula do indicador deve, sobretudo, ser de fácil compreensão e não envolver dificuldades de cálculo ou de uso, proporcionando a obtenção de um resultado, numérico ou simbólico, facilmente comparável com valores predeterminados, posteriores ou anteriores, para apoiar o processo decisório.

 

Cada fórmula possui uma unidade de medida que confere um significado ao resultado. As unidades de medida podem ser diversas, contudo, sua composição deve seguir uma linha de raciocínio, possibilitando a análise do resultado obtido e a comparação com uma serie histórica.

 

As unidades de medida mais comuns são:

 

Indicadores Simples: Representam um valor numérico (uma

unidade de medida) atribuível a uma variável. Normalmente,

são utilizados para medir eficácia, ou seja, a quantidade de

determinado produto ou serviços entregue ao beneficiário.

Não expressa a relação entre duas ou mais variáveis.

Exemplos:

‐ Números de alunos matriculados no ensino médio;

‐ Número de alunos aprovados no ensino fundamental;

‐ Número de novos postos de trabalhos criados.

 

Indicadores Compostos: Os indicadores compostos

expressam a relação entre duas ou mais variáveis. De acordo

com as relações entre as variáveis que os constituem e a

forma como são calculadas, são denominados de maneiras

específicas. Assim têm‐se quatro tipos de indicadores

compostos:

 

i) Proporção ou Coeficiente: É o quociente entre

o número de casos pertencentes a uma

categoria e o total de casos considerados.

Esse quociente é também chamado de

coeficiente, representando a razão entre o

número de ocorrências e o número total

(número de ocorrências mais o número de

não ocorrências).

Exemplos:

‐ Coeficiente de natalidade = número de

nascidos / população total;

‐ Coeficiente de mortalidade = número de

óbitos / população total;

‐ Coeficiente de evasão escolar = número de

alunos evadidos / número inicial de matrículas

realizadas.

 

ii) Porcentagem: Obtida a partir do cálculo das

proporções, simplesmente multiplicando o

quociente obtido por 100. As

porcentagens e proporções têm por

objetivo principal criar comparações

relativas destacando a participação de

determinada parte no todo.

Exemplo:

‐ Porcentagem de alunos matriculados na 1ª

série do ensino médio = (nº de alunos

matriculados na primeira série do ensino

médio / nº total de alunos matriculados no

ensino médio) x 100.

 

iii) Razão ou Índice: A razão de um número A em

relação a outro número B se define como

A dividido por B. As proporções

representam um tipo particular de razão.

Entretanto, o termo razão é usado

normalmente quando A e B representam

categorias separadas e distintas. Este

quociente é também chamado de índice,

indicando tratar‐se de razão entre duas

grandezas tais que uma não inclui a outra.

Exemplos:

‐ Densidade demográfica = População /

superfície; e

‐ Renda per capta = Renda / população.

 

iv) Taxa: São coeficientes multiplicados por uma

potência de 10 e seus múltiplos para

melhorar a compreensão do indicador.

Exemplos:

‐ Taxa de mortalidade = Coeficiente de

mortalidade x 1.000;

52

‐ Taxa de natalidade = Coeficiente de

natalidade x 1.000; e

‐ Taxa de evasão escolar = Coeficiente de

evasão escolar x 100.

 

A fórmula de cálculo e a unidade de medida fornecem subsídios para identificar o comportamento esperado do indicador, ou seja, se o indicador é maior‐melhor, menor‐melhor ou igual‐melhor. Dessa forma, a interpretação do indicador informa se o bom desempenho é alcançado quando o resultado do indicador está aumentando, diminuindo ou permanecendo o mesmo.

 

Trata‐se de uma informação integrante que orienta a análise crítica do desempenho do indicador. Por exemplo, o IDH representa um bom desempenho quanto mais próximo de 1, aferindo uma melhor qualidade de vida da população da região.

 

Concomitantemente à construção da fórmula do indicador, é necessário definir a origem de onde os dados são extraídos, ou seja, a fonte de dados, podendo ser de um setorial, organização, unidade organizacional, sistema informatizado ou outra fonte como relatórios ou pesquisas de origem externa. Exemplos de algumas fontes são as bases estatísticas de indicadores sociais, econômicos, entre outros: IPEA, INEP, Banco Mundial, PNUD, OCDE. Vale destacar que a identificação da fonte dos dados é um importe direcionador para a definição de metas.

 

Fonte: MPOG. GUIA REFERENCIAL PARA MEDIÇÃO DE DESEMPENHO E MANUAL PARA CONSTRUÇÃO DE INDICADORES. Brasil : 2009

Listar Todas Voltar